A EUROPA OCIDENTAL DO PÓS GUERRA
A via social-democrata assumida pela maior parte desses governos defendia um certo grau de intervencionismo estatal, o pluralismo democrático e o liberalismo económico condicionado pelos interesses sociais. O Estado deverá defender os interesses dos cidadãos promovendo o seu bem estar e o acesso aos bens e serviços essenciais, consubstanciados em saúde, educação, justiça e protecção social. Defende-se a forte tributação dos rendimentos elevados e o controlo pelo estado dos sectores chave da economia.
A democracia cristã tem a sua origem na doutrina social da Igreja e nos princípios de solidariedade e humanismo, considerando que o mundo material e espiritual são inseparáveis e que todas as acções dos cidadãos devem ser temperadas em princípios cristãos mesmo a vida política.
Com base neste consenso sobre o papel do Estado, os países europeus desenvolveram nos anos 50 e 60 políticas fortemente intervencionistas procurando evitar os excessos do neoliberalismo através de medidas de controlo estatal como as nacionalizações e reformas tributárias no sentido da progressividade. O Estado assumia assim uma postura de regulação económica e de garante do bem estar e do emprego. Surgiu desta forma o Estado-Providência.
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